| Actividades para Setembro e Outubro |
Dia 11 de Setembro, sexta-feira, 15h00
Visita orientada à Galeria da Biodiversidade e Jardim Botânico
Rua do Campo Alegre, 1191
A Galeria da Biodiversidade é o primeiro centro da Rede Nacional de Centros Ciência Viva, dedicado especificamente à biodiversidade. Está instalado na Casa Andresen, na Rua do Campo Alegre.
Vamos fazer uma viagem científica e artística, acompanhados por uma orientadora. Biodiversidade ou diversidade biológica abrange toda a variedade de vida na Terra. Inclui
plantas, animais, fungos e micro-organismos, estabelece a diferença genética entre eles e os ecossistemas onde vivem, isto é:
– a diferença de genes entre seres da mesma espécie,
– o número e variedade de espécies diferentes num local (árvores, aves, insectos, peixes),
– a variedade de ambientes naturais na Terra (ecossistemas), tais como: florestas, oceanos, rios, desertos, savanas.
A biodiversidade é muito importante para o equilíbrio natural – cada ser vivo tem um papel a desempenhar – e como ajuda para o ser humano – ar puro, água limpa, alimentos, remédios, regulação do clima.
Dia 25 de Setembro, sexta-feira
Visita orientada a AVEIRO
Partida de comboio de S. Bento às 8h55
A primeira referência conhecida a AVEIRO data do ano de 959. No testamento da Condessa Mumadona Dias são legadas terras e salinas em Allavarium, que, na altura, era um pequeno povoado de pescadores, salineiros e agricultores. A produção de sal e a sua situação geográfica fizeram de Aveiro um
importante centro marítimo e comercial. No séc. XV, o Infante D. Pedro, Duque de Coimbra e donatário da vila de Aveiro, promove a construção de vários monumentos e da muralha, que viria a ser demolida no séc. XIX, para aproveitamento das pedras nas obras da barra. Em 1434 D. Duarte concede à vila de Aveiro o privilégio de realizar uma feira franca anual, que tem lugar ainda hoje, a conhecida Feira de Março, que decorre de 25 de Março a 25 de Abril. A vinda para o Mosteiro de Jesus, em 1472, da Princesa Santa Joana,filha de D. Afonso V irmã de D. João II, trouxe notoriedade a Aveiro. É hoje a sua Padroeira. Na época dos descobrimentos, Aveiro teve um papel importante no desenvolvimento económico do país. O primeiro foral conhecido de Aveiro é concedido por D. Manuel I em 1515. Em 1591, período filipino, Aveiro recebe o título de “Vila Notável”. D. José confere-lhe em 1759 o estatuto de CIDADE. Com a abertura da barra, em 1808, teve lugar um novo surto de progresso, complementado com a passagem do Caminho de Ferro, dando grande desenvolvimento à cidade. Assiste-se a um novo ordenamento urbano, onde as casas “Arte Nova” e os revestimentos de azulejos imprimem um carácter alegre e colorido à cidade. A criação da Universidade em 1973 veio trazer nova dinâmica à cidade. Os canais imprimem-lhe características únicas. A exuberância das casas Arte Nova contrasta com a simplicidade do alegre casario do bairro da Beira-Mar.
10,07 – chegada a Aveiro, visita pedonal
A pedido do guia, não vamos indicar nesta circular pormenores da visita. Ele quer que todos se surpreendam com a sua escolha muito especial. É evidente que podemos desde já contar com um passeio de barco pelos canais, que deverá ter lugar cerca das 11,30 horas.
13,00 – almoço
Depois do almoço, continuação da visita pedonal, a gosto do Guia.
18,18 – partida de Aveiro em direcção ao Porto
19,30 – chegada à Estação de S. Bento/Porto
Dia 10 de Outubro, sábado, 15h00
Serralves
Visita orientada ao Museu de Arte Contemporânea de Serralves e livre ao Parque.
Este museu é considerado um dos melhores museus europeus dedicado à arte contemporânea, possuindo obras de alguns dos maiores artistas contemporâneos.
Obra ilustre de Álvaro Sisa Vieira, foi inaugurado em Junho de 1999 e situa-se na Rua Dom João de Castro, no Porto.
VISITA AO ALENTEJO
Dias 23, 24 e 25 de Outubro
Dia 23 de Outubro – 8h00, saída da Trindade, em autocarro, em direcção a Alter do Chão
ALTER DO CHÃO
12,30 – Almoço no Restaurante Vila Galé Alter Real na Tapada do Arneiro (dentro da Herdade onde está instalada a Coudelaria de Alter)
15,00 – Visita à Coudelaria de Alter com o seguinte programa:
– Centro Interpretativo do Cavalo Puro-Sangue Alter Real
– Eguada Alter Real
– Casa dos Trens (colecção de carros de cavalos do séc. XIX)
– Pátio D. João VI – Cavalariças Alter Real
– Falcoaria – Museu da Falcoaria e exposição de aves de rapina
A visita terá uma duração de 2 horas.
A Coudelaria de Alter do Chão, fundada em 1748, é uma instituição agropecuária, propriedade do Estado Português, cujo principal objectivo é a criação de cavalos da raça puro-sangue lusitano, em especial da linhagem Alter Real; actualmente é gerida pela Companhia as Lezírias.
Ca. 18,00 horas – partida para Portalegre, onde vamos jantar e pernoitar,
Hotel José Régio, no Largo António Lourinho, nº.1, 3 e 5.
Jantar no restaurante Abrigo do Martinho, Rua de Elvas, 75. – Portalegre
PORTALEGRE

Cidade raiana no Alentejo, numa zona de transição entre o Alentejo mais seco e plano e as Beiras mais húmidas e montanhosas. Rodeada em parte pela Serra de S. Mamede, disfruta de paisagem, fauna e flora, que levaram à criação do Parque Natural da Serra de S. Mamede. O nome de Portalegre deriva, possivelmente, de Portus Alacer (porto como ponto de passagem para efeitos alfandegários e alacer, que quer dizer alegre, local aprazível).
Em 1129 era uma vila do Concelho de Marvão. D. Afonso III concede-lhe foral em 1259. D. Dinis manda edificar as primeiras muralhas em 1290. Em 1549 é criada a Diocese de Portalegre por Bula do Papa Paulo III, graças a diligências de D. João III que eleva Portalegre a cidade em 1550. A importância da cidade, nesta altura, resulta do volume das receitas dos impostos sobre as judiarias. Também um dos centros da indústria de tecidos mais importante do país.
DIA 24 de Outubro
09,30 – Visita orientada ao Museu da Tapeçaria Guy Fino.
Museu da Tapeçaria Guy Fino
Este Museu, fundado nos anos 40 do século XX, dedica-se à apresentação, conservação e estudo de uma parte importante do património artístico nacional, as tapeçarias de Portalegre. Tem 2 núcleos, um referente à história da manufactura de tapeçarias de Portalegre, o outro dedicado à apresentação, por ordem cronológica, das obras de tapeçaria desde a sua criação até hoje. Faz parte da visita uma breve demonstração de como são trabalhados os fios na feitura das tapeçarias.
11,00 – Visita livre à Sé de Portalegre, também designada por Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Assunção é monumento nacional desde 1910. Mandada edificar em 1556 por iniciativa do bispo espanhol Dom Julião de Alva, com ajuda régia, sofreu alterações profundas, sobretudo no exterior, entre 1737 e 1798. Deste período são a frontaria barroca
com duas torres sineiras de agulhas piramidais e o claustro de um só piso e arcadas de pedra lavrada. O templo é de estilo tardo-renascença (maneirista), de grandes proporções, com 3 naves cobertas de abóbadas nervuradas, suportadas por pilastras de granito. Os altares laterais de estilo clássico têm retábulos de talha barroca e pinturas da escola maneirista de fins do século XVI e princípios de XVII, atribuídas a artistas anónimos portugueses. De apreciar também uma escultura de pedra de Ançã, policromada, de finais do século XIV, representando Santa Maria.
A sacristia, com tecto da época da fundação, está completamente revestida de painéis de azulejos azuis e brancos, representando cenas da vida da Virgem e a Fuga para o Egipto. De todo o conjunto é de salientar e dar especial atenção ao retábulo do altar-mór, de triunfal aparato, formado por 8 painéis com motivos bíblicos.
12,30– saída de Portalegre em direcção a Borba para almoçar
13,30 – almoço em Borba – restaurante Espalha Brasas, Av.25 de Abril, 24
BORBA
O nome Borba tem, possivelmente, origem celta e significa “nascente”. Os primeiros habitantes deste local teriam sido tribos galo-celtas, seguindo-se os romanos, godos e árabes, até à sua conquista em 1217 por D. Afonso III. D. Dinis dá-lhe foral em 1302 e manda amurar a povoação. O castelo é do século XIII. Borba viveu tempos difíceis durante a crise de 1383-1385. No século XV tem um período
de expansão, devido aos descobrimentos. D. Manuel I concede-lhe foral em 1512. Com o domínio filipino, a Guerra da Restauração e constantes incursões das hostes castelhanas, Borba empobreceu e perdeu população. A Batalha de Montes Claros (1665), decisiva para a independência, foi travada em Borba com a derrota dos exércitos de Filipe IV, sendo o Marquês de Marialva o comandante das tropas portuguesas. Com a Restauração há um incremento da cultura dos cereais, aumenta a área do olival e dos vinhedos. Desta altura são a Fonte das Bicas, os Paços do Concelho e palácios, que iremos observar durante o nosso périplo. Vai também sofrer com as Invasões Francesas, no princípio de
século XIX. A partir do século XX, o sector dos mármores começa a ganhar importância na economia local e depois o vinho. São estes 2 factores os 2 grandes pilares da economia do concelho. A extração e transformação do mármore – o ouro branco – origina uma paisagem única. Por um lado, as crateras profundas, por outro as enormes escombreiras, onde são depositados os excedentes.
15,30 – visita pedonal à cidade de Borba com guia local
18,00 – saída de Borba em direcção a Vila Viçosa para jantar e pernoitar
19,30 – jantar
DIA 25 de Outubro
VILA VIÇOSA Vila Viçosa foi ocupada por romanos e muçulmanos. No âmbito da
reconquista cristã é integrada no Reino de Portugal em 1217 (D. Afonso II). Em 1270 recebe foral de D. Afonso III, alterando o nome de Vale Viçoso para Vila Viçosa. D. Dinis manda erigir o Castelo. Em 1461 Vila Viçosa passa a fazer parte do Ducado de Bragança. Em 1502, com o início da construção do Paço Ducal, Vila Viçosa torna-se sede do Ducado de Bragança. Em 1512 D. Manuel I concede-lhe novo foral e restitui aos Braganças os bens que lhes tinham sido confiscados por ordem de D. João II. Durante o domínio filipino Vila Viçosa é sede da maior corte ducal da Península Ibérica. Em 1640 um grupo de conspiradores convence o Duque de Bragança a aceitar o trono de Portugal, iniciando-se assim a dinastia de Bragança. Vila Viçosa passa a ser, então, residência real de férias. Em 1646 D. João IV oferece a coroa real a Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, como agradecimento pela ajuda na Guerra da Restauração, sendo agora Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa Rainha e Padroeira de Portugal. A partir desta data mais nenhum rei voltou a usar a coroa na cabeça. Em 1755 Vila Viçosa sofre com o terramoto e no princípio do século XIX com as Invasões
Francesas. Com a República (1910) Vila Viçosa perde importância, porque os republicanos querem apagar todos os vestígios da monarquia. Mas desde 1930, com a exploração dos mármores e a abertura do Paço Ducal ao turismo, Vila Viçosa tem vindo a prosperar até aos dias de hoje. A sua população, contudo, encontra-se em diminuição, devido à emigração para outras regiões de Portugal ou para o estrangeiro. Reconhecida a nível nacional como Capital do Mármore, a sua economia reside essencialmente na indústria de extracção e transformação do mármore, a que se junta, como segundo factor, o turismo.
09,30 – saída do hotel (a pé)
10,00 – Visita orientada ao Paço dos Duques de Bragança
Paço dos Duques de Bragança
A construção do Paço dos Duques de Bragança iniciou-se em 1501, por vontade do 4º. Duque de Bragança, D. Jaime. No decorrer dos séculos XVI e XVII sofreu melhoramentos que deram ao edifício a dimensão e características de hoje. No séc. XIX as visitas e permanências da família real tornam-se frequentes, recebendo o paço alterações, de modo a tornar a permanência mais confortável. Foi daqui que partiu D. Carlos no dia em que foi assassinado no Terreiro do Paço, em Lisboa, em 1 de Fevereiro de 1908. Com a implantação da República, em 1910, o Paço fecha as portas, reabertas somente nos anos 40, após a criação da Fundação Casa de Bragança, por vontade expressa em testamento de D. Manuel II.
Nesta visita, que durará cerca de 60 minutos, vamos poder apreciar as colecções de Artes Decorativas relacionadas com pintura, escultura, mobiliário, cerâmica, ourivesaria, também frescos, azulejos seiscentistas, tectos em caixotão e pintados, lareiras em mármore e a cozinha, impressionante pela dimensão, e colecção de utensílios em cobre.
11,30 –
Castelo de Vila Viçosa 
Monumento nacional desde Junho de 1910. Da época medieval, sofreu intervenções de consolidação e restauro ao longo do século XX. É de planta quadrangular com muralhas. Tem partes comuns à cerca da vila. Actualmente alberga o Museu de Arqueologia e o Museu da Caça.
Museu de Arqueologia
Inaugurado em 1990, mostra peças desde o período romano até à época moderna, resultantes de escavações levadas a cabo no Alto e Baixo Alentejo.
Museu da Caça
Alberga numerosas aves europeias e troféus de caça de origem africana, bem como exemplares provenientes das colecções reais ou doados por particulares. O conjunto mais numeroso é constituído por armas cerimoniais, oferecidas ao Príncipe D. Luís Filipe, aquando da sua viagem ao Ultramar em 1907.
Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, também conhecido como Solar da Padroeira 
É neste Santuário que se encontra a Virgem coroada em 1646 por D. João IV. O templo original – Igreja Matriz de Vila Viçosa – teria sido construído em finais do séc. XIII, princípios do XIV e remodelado no séc. XV por ordem de D. Nuno Álvares Pereira, que criou então a Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Deve-se também ao Condestável a vinda, de Inglaterra, desta imagem de Nossa Senhora da Conceição em pedra de Ançã, ao gosto medieval. Esta imagem aportou em Peniche, o que levou a uma forte ligação da Virgem de Vila Viçosa ao mar e aos pescadores. A Virgem traja hoje os mantos e vestes das rainhas de Portugal, que lhe foram sendo oferecidos a partir da data da coroação. O templo actual é maneirista, o primitivo sofreu com o terramoto de 1755.
Fundação Casa de Bragança
Em 1933 é instituída a Fundação Casa de Bragança com os bens da Casa de Bragança, deixados por D. Manuel II, conforme seu testamento de 1915. D. Manuel II morre em 1932. O Artigo 14º. do testamento diz: “Todas as minhas colecções constituem um Museu para utilidade de Portugal, minha bem-amada pátria.”
Pertencem-lhe:
– Paço Ducal de Vila Viçosa
– Panteão dos Duques de Bragança – Igreja dos Agostinhos
– Panteão das Duquesas de Bragança, Igreja das Chagas
– Convento das Chagas
– Paço do Bispo, onde se encontra o Arquivo da Casa de Bragança
– Tapada Real de Vila Viçosa, onde existe uma população de veados e de gamos, realizando-se caçadas em períodos e condições fixadas pela Fundação.
13,00 – Almoço em Vila Viçosa no restaurante Paço Ducal, ao lado do Paço
15,00 – saída de Vila Viçosa para Montemor-o-Novo
Montemor-o-Novo
Terra de notáveis tradições históricas, ficou definitivamente sob o domínio da coroa portuguesa no reinado de D. Sancho I, que lhe concedeu foral em 1203. O nome do rio que envolve a cidade – Almançor – está ligado à recuperação dos territórios de Almançor, príncipe berbere. Aqui nasceu S. João de Deus, padroeiro dos Hospitais, dos Doentes e dos Enfermeiros.
A vila de Montemor-o-Novo foi elevada a cidade em 1988.
17,00 – visita livre ao Castelo de Montemor-o-Novo
Castelo de Montemor-o-Novo
Não vamos chegar a tempo de visitar o Centro Interpretativo do Castelo, na Igreja de S. Tiago, dentro das muralhas, fecha às 17,00 horas. Porém, todo o património em causa tem placas de identificação com a história respectiva. O castelo, provavelmente contruído sobre as ruínas de uma fortificação muçulmana, sofreu várias reconstruções através dos tempos, estando hoje em ruínas. No recinto, envolvido pelas muralhas mandadas erguer por D. Dinis, desenvolveu-se a primitiva vila, cujas remanescências nós vamos apreciar. O castelo está muito ligado à história de Portugal. Foi nele que se realizaram cortes em 1496, onde foi ultimada a decisão de mandar Vasco da Gama na demanda da Índia. O castelo serviu de defesa contra Castela, durante a Guerra da Restauração e, mais tarde, durante as Invasões Francesas. Funcionou como Quartel General das tropas liberais (Duque de Saldanha) durante a Guerra Civil. Vamos entrar no recinto pela Porta da Vila com brasão de armas manuelino (esfera armilar), dirigimo-nos para a Torre do Relógio e dela poderemos ver o Paço dos Alcaides, hoje em ruínas.
Seguindo a muralha, encontramos as Igrejas de S. João Baptista e de S. Tiago e as ruinas da Igreja de Santa Maria do Bispo. Vamos poder ver, também, o Convento de Nossa Senhora da Saudação, do século XVI, com belos claustros joaninos, painéis de azulejos e frescos (Freiras da Ordem Dominicana).
Se houver tempo, poderemos visitar, também, as zonas de escavações, que continuam activas.
18,30 horas – Saída de Montemor-o-Novo em direcção ao Porto (373 Km = 3h30
Ca. 20,00 – Paragem numa área de serviço
Ca. 23,00 – Chegada ao Porto