Actividades

           Actividades para  Novembro e Dezembro

Comissão de Actividades Culturais   

Dia 13 de Novembro, Sábado, 15h00

15h00 Visita guiada à exposição “DESDESENHO”, De Tomás Cunha Ferreira, na Casa Museu Guerra Junqueiro, R. Dom Hugo, 32

16h00Visita guiada ao Museu do Vitral, na Rua de D. Hugo, n.º 2 a 6

No final da visita, cada pessoa poderá usufruir de um cálice de vinho do Porto Taylor’s.

– Exposição DESDESENHO, De Tomás Cunha Ferreira, com Curadoria do Núcleo de Programação do Museu da Cidade

Na Casa Museu Guerra Junqueiro, existe um gabinete que tem vindo a apresentar artistas que se dedicam à prática-pensamento do desenho, como forma de projetar e imaginar… É nesta perspetiva ampla que surge este Desdesenho, onde surgem figuras tridimensionais, saídas dos cadernos de Tomás Cunha Ferreira – Desenhar, ou “desdesenhar” torna-se, então, um gesto que aparece como registo de intuições e perceções da sua passagem pelo tempo e pelo espaço do mundo…

Tomás Cunha Ferreira, artista plástico, poeta, músico… nasceu em Lisboa (1973), mas viveu no Brasil, entre o Rio de Janeiro e São Paulo, até aos treze anos, altura em que regressa a Portugal. A pintura, a literatura, a música, mas também o cinema e o desporto, interessaram-no desde cedo e sempre soube que encontraria nas artes o sentido maior da vida.

O trabalho de Tomás Cunha Ferreira combina vários suportes e cada trabalho pode tomar diversas formas, funcionando como possível partitura, notação, poema visual, emblema, padrão, pintura, entre outros, podendo resultar numa figura híbrida, cuja leitura está em constante transição entre elementos visuais e elementos rítmicos ou sonoros… propondo zonas de circulação livre e de não-separação entre texto e imagem, entre poesia e pintura, entre logos e ícone.

O Museu do Vitral

«O vitral é o único processo na pintura que se deixa atravessar pela luz… É a maneira mais difícil de pintar porque pinta-se a luz». A definição é de João Aquino da Costa Antunes, o último pintor português que dedicou a sua vida aos vitrais…

Foi há meses inaugurado, junto da Sé do Porto, na restaurada Casa de Vandoma, o Museu do Vitral. Salvaguarda, fundamentalmente, o espólio da antiga Vidraria Antunes, fundada em 1906 por Plácido Antunes, agora na Rua de Vilar, no Porto.

Em 1906 Plácido António Domingues inicia atividade na rua da Fábrica e realiza um vitral para o pintor António Carneiro… Em 1928 muda–se para a rua Conde de Vizela e, em 1939, seu filho, João Batista Antunes, assume a direção artística da oficina, passando, em 1976, para seu filho, João Aquino Antunes (Pintor, diplomado pela FBAP, onde foi professor de vitral e mosaico), já na rua de Vilar.

Durante mais de um século de história, ali foram executados vitrais que foram embelezar igrejas, obras públicas e edifícios particulares, um pouco por todo o mundo – entre os painéis aí executados estão vitrais para a Igreja dos Congregados e para a Livraria Lelo (recentemente restaurado).

Muitas das obras são executadas sobre desenhos de grandes artistas, como Guilherme Camarinha, Dórdio Gomes, Amândio Silva e Júlio Resende.

A exposição no Museu do Vitral inclui obras-primas em vitrais tradicionais, painéis decorativos, instalações marcantes de arte abstrata, esboços originais, maquetes e um caleidoscópio de 400 cores de vidro…

O Museu inclui também a recriação de parte do estúdio do artista, com esboços e maquetes.

 

Dia 20 de Novembro, Sábado, 9h00

Visita à Igreja de Santa Clara, uma referência do barroco nacional e um dos maiores exemplares da talha dourada em Portugal.

Depois de cinco anos de obras, na área da conservação e restauro e um investimento de mais de 2,5 milhões de euros, reabriu ao público e, finalmente, poderemos visitá-la.

 

Dia 12 de Dezembro, Domingo, 16h00

Para início da “Época” de Inverno, propomos uma ida ao teatro, ver a peça ” À ESPERA DE GODOT”, no TNSJ (que retomou, a 22 de Outubro, a celebração dos 100 anos do edifício) e visita à exposição documental – 10 Actos 100 Anos…

15h00 – Visita livre à exposição documental – 10 Actos 100 Anos

16h00 – Peça de teatro “À ESPERA DE GODOT” – DE SAMUEL BECKETT / ENCENAÇÃO GÁBOR TOMPA

À Espera de Godot – um título que se tornou proverbial em todo o mundo e talvez nenhuma outra peça do séc. XX tenha conhecido um alcance tão expressivo, tão global…

A história do edifício…

Em 1794, por ordem de Francisco de Almada e Mendonça, deu-se início à construção do primeiro teatro do Porto, com projeto do arquiteto e cenógrafo italiano Vicenzo Mazzoneschi. Inaugurado quatro anos mais tarde, o edifício inspirava-se no modelo dos teatros italianos, bem como no do Teatro S. Carlos, nessa altura com poucos anos de existência.

Em 1908, um violento incêndio reduziu a ruínas o então designado ” Teatro do Príncipe ” (foi originalmente dedicado ao futuro rei D. João VI).

No mesmo local, viria a ser reconstruído novo edifício, sob projeto de Marques da Silva que, salvaguardando alguns aspetos do antigo teatro, lhe conferiu as características que, a partir do início do séc. XX, passaram a ser apreciadas neste tipo de estruturas: boa articulação entre as diversas áreas, conforto e enriquecimento artístico dos vários espaços. O novo edifício, inaugurado em 1920, integra obras de artistas da época: pinturas de Acácio Lino e José Brito e esculturas de Henrique Moreira, Diogo de Macedo e Sousa Caldas. A fachada é imponente, guarnecida por quatro colunas jónicas e janelas de arco pleno.

O edifício foi classificado como monumento nacional em 2012.

Depois de alguns anos de decadência, em 1932 o edifício passa a designar-se S. João Cine e a sua atividade principal é a de exibição de filmes.

O Estado adquire em 1992 o edifício, que passa a designar-se por Teatro Nacional S. João.

A assinalar a passagem do 100° aniversário do Teatro S. João (1920 – 2020), é instalada no Salão Nobre do Teatro a Exposição “10 ATOS – 100 ANOS”, que percorre a memória das vicissitudes por que passou o edifício e o papel que vem desempenhando na vida cultural e social da cidade. Aí poderemos ver projetos de arquitetura, vídeos de entrevistas, fotos de cena, figurinos, cartazes, etc..

 

Dia 18 de Dezembro, Sábado, 13h00

Almoço de Natal no Restaurante da Fundação Cupertino de Miranda, Av. da Boavista 4245.

O almoço de Natal da nossa Associação será, de novo, no Restaurante da Fundação António Cupertino de Miranda: A Fundação, instituição privada sem fins lucrativos, data de 1964 e tem por missão “a realização de atividades educativas e culturais que promovam a sociedade do conhecimento e contribuam para a inclusão social, proporcionando simultaneamente oportunidades de ocupação de tempos livres”. Faz parte da Fundação o Museu do Papel Moeda. Destacam-se as ações que têm sido desenvolvidas, junto das escolas, no âmbito da literacia financeira.